28 de agosto de 2012

Tecnologia pode viabilizar fabricação de substância a partir de bitucas

Em todo o mundo, cerca de 4,5 trilhões de bitucas de cigarro são jogadas no meio ambiente por ano. O número preocupante acaba de ganhar um alento. Cientistas chineses descobriram uma maneira de reaproveitar as substâncias químicas contidas nas bitucas para produzir um extrato que é capaz de evitar a corrosão de tubos de aço, peças fundamentais para o funcionamento de indústrias de óleo.

Para se ter uma idéia do problema ambiental que a bituca representa, uma delas pode se manter navegando pelo mar por aproximadamente 15 anos, e o pior: levando dentro de si nove substâncias químicas tóxicas. Como se isso não bastasse, 95% dos cigarros são compostos por acetato de celulose, um material que demora muito tempo para se degradar no meio ambiente.

Segundo a BBC, Os cientistas chineses descobriram justamente na água a forma de extrair os materiais químicos presentes nas bitucas e necessários à produção do anti-corrosivo. Com a imersão, esse processo se tornou muito mais simplificado.

Como grande parte do investimento da indústria de óleos é feito na compra de máquinas de aço, a extração de substâncias e transformação em extrato anti-corrosivo tem tudo para dar certo porque é economicamente viável e tem alto índice de eficácia.

E a China tem um grande motivo para realizar essas pesquisa: um terço de todos cigarros produzidos no mundo é consumido lá. Quando a tecnologia chegar ao Brasil, já sabe o que fazer, hein!

Fonte: Ecycle


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